Foi disponibilizada uma nova versão do Embrapa I/O (a 1.26.9) com novidades. Em resumo, temos as seguintes novas funcionalidades e melhorias:
- Login por biometria com passkeys;
- Remoção de aplicações de um projeto;
- Saída voluntária da equipe de um projeto;
- Catálogo detalhado dos GPU Servers na configuração da build; e
- Limites para a criação de projetos.
A seguir, são detalhadas cada uma delas.
1. Login por biometria com passkeys
Até agora, entrar no Embrapa I/O exigia aguardar um PIN de seis dígitos por e-mail a cada acesso. A partir desta versão é possível autenticar-se com a biometria do próprio dispositivo — Touch ID, Face ID, Windows Hello ou o leitor digital do celular.
A tecnologia por trás disso são as passkeys, um padrão aberto da FIDO Alliance que substitui senhas por um par de chaves criptográficas. A chave privada nunca sai do aparelho e não é conhecida pela plataforma: o que trafega é apenas uma assinatura, que prova a posse da chave sem revelá-la. Não há, portanto, senha que possa vazar em um banco de dados.

No primeiro acesso por PIN em um dispositivo, a plataforma convida o usuário a cadastrar a biometria. O cadastro também pode ser feito — ou desfeito — a qualquer momento pela tela de dados pessoais.

Vale destacar que a credencial é criada por aparelho: quem cadastrar a biometria no computador continuará sendo convidado a cadastrá-la também no celular, já que as chaves de um dispositivo não servem no outro. O PIN por e-mail permanece disponível como alternativa, em qualquer situação.
2. Remoção de aplicações de um projeto
Uma aplicação criada por engano, um protótipo que não vingou ou um módulo absorvido por outro: até esta versão, não havia como retirá-los de um projeto. Agora um Architect pode remover uma aplicação, mantendo o projeto e as demais aplicações intactas.

A remoção desfaz a configuração da aplicação na plataforma — variáveis de ambiente, volumes, histórico de builds e as portas reservadas nos clusters —, mas preserva o código-fonte: o repositório é arquivado no GitLab e renomeado com a data da remoção. As integrações com bug tracking, analítica, qualidade de código e observabilidade também permanecem intactas.
Graças a isso, é possível criar depois uma nova aplicação com o mesmo nome — inclusive a partir de outro boilerplate —, e ela reaproveitará todo o histórico de erros e de acessos que já existia.
Por ser uma ação destrutiva, a remoção exige que nenhuma build esteja instanciada e é confirmada por um PIN enviado ao e-mail do Architect.

O procedimento completo está descrito na documentação de remoção de aplicações.
3. Saída voluntária da equipe de um projeto
Quem deixa de atuar em um projeto já podia ser removido por um Architect — mas dependia dele. Agora qualquer membro pode sair da equipe por conta própria, pela opção “Sair do Projeto” no menu contextual do card.

Ao sair, o usuário perde o acesso ao projeto na dashboard e é retirado do grupo de repositórios no GitLab e das ferramentas integradas. Há uma única exceção: o último Architect não pode sair, porque o projeto ficaria sem ninguém capaz de administrá-lo — nesse caso, a plataforma orienta a promover outro membro ou a arquivar o projeto.
4. Catálogo detalhado dos GPU Servers na configuração da build
Os GPU Servers da plataforma, que permitem às aplicações utilizarem modelos de linguagem (LLMs) hospedados na infraestrutura da Embrapa, passam a ser apresentados em detalhe no wizard de configuração da build.
Em vez de uma única opção genérica, o catálogo agora traz um painel por servidor, com o modelo de GPU disponível, a memória e os modelos servidos em cada um. Assim a equipe escolhe o servidor adequado ao seu caso de uso com a informação à vista.

5. Limites para a criação de projetos
O nome unix de um projeto é permanente — ele identifica o grupo no GitLab, a organização no bug tracking, o site na analítica e os painéis de observabilidade. Um projeto criado por engano ocupa esse nome para sempre.
Para reduzir o dano de criações acidentais — e também o de uma eventual credencial comprometida —, a plataforma passa a aplicar dois limites: um intervalo mínimo entre criações sucessivas e um teto diário de projetos por usuário. Os limites valem para todos, inclusive administradores.
Quando um limite é atingido, a dashboard explica o motivo e o que fazer — lembrando, por exemplo, que um único projeto comporta diversas aplicações, e que criar vários projetos raramente é o caminho.
Além dessas novidades, esta versão traz correções e melhorias menores: o arquivamento de projetos passou a descartar corretamente as aplicações que nunca chegaram a ser criadas, as mensagens de erro da autenticação ganharam texto compreensível no lugar dos códigos técnicos, e a página “Sobre” foi revista com a atribuição correta da autoria da plataforma.
Como sempre, estamos à disposição para dúvidas, críticas e sugestões.