Apresentamos o Desk Buddy — um pequeno dispositivo de mesa que mostra, em tempo real e sem que você precise abrir nada, se a plataforma Embrapa I/O está no ar. Ele consome a Status Page (construída com o Gatus) e exibe o estado de clusters, hosts e serviços num display colorido com toque, dentro de um case impresso em 3D. Tudo de código aberto.

O que ele faz hoje

No estado atual, o Desk Buddy funciona como um monitor do status global da plataforma, usando a mesma linguagem da Status Page (Healthy / N off):

  • Visão geraltiles de Clusters, Hosts e Serviços, com quantos estão no ar e um veredito Geral da plataforma;
  • Listas por grupo — cada cluster, host e serviço com seu estado e latência;
  • Navegação por toque — menu lateral, relógio e data no topo;
  • Farol físico — um LED RGB que indica o estado mesmo de longe (verde quando está tudo no ar);
  • Configuração pela própria tela — Wi-Fi, fuso horário, intervalo de atualização e brilho, sem cabo nem computador.

Tela de visão geral: status global de clusters, hosts e serviços.

A leitura é leve: o dispositivo busca apenas a medição mais recente de cada endpoint, mantendo o consumo mínimo.

Tela de sistema: rede, atualização e configuração do dispositivo.

Acessível e open source

O Desk Buddy é construído sobre um Cheap Yellow Display (CYD / ESP32) — um display de toque que custa cerca de US$ 10 — e um case impresso em 3D a partir de um modelo da comunidade. O firmware é aberto (licença MIT), e qualquer pessoa pode montar o seu: basta adquirir a placa, imprimir o case e gravar o firmware direto pelo navegador, sem instalar nada.

Leve o Desk Buddy para a sua unidade

Talvez esta seja a parte mais interessante para uso geral pelos colegas de TI das diversas Unidades da Embrapa. A mesma stack de observabilidade que alimenta o status.embrapa.io está disponível como boilerplate na plataforma — qualquer unidade descentralizada pode subir a sua: Grafana (dashboards e alertas por e-mail), Loki (logs), Prometheus (métricas), Alloy (agente nos hosts) e o Gatus (a própria página de status). Foi exatamente o que fizemos na Embrapa Gado de Corte: status.cnpgc.embrapa.br.

Criando o app da stack de observabilidade a partir do boilerplate, no dashboard.embrapa.io.

A página de status é implementada pelo Gatus, que já vem incluso na stack e consome as métricas coletadas pelo Prometheus:

Página de status (Gatus) gerada pela stack — a mesma fonte de dados que o Desk Buddy lê.

E é aqui que o Desk Buddy se encaixa: como ele só consome a API do Gatus, apontá-lo para a status page da sua unidade é trivial — uma troca de configuração no firmware. Com a sua stack local no ar, ter um monitor físico da sua infraestrutura é só um fork e uma gravação:

  1. Crie um projeto para a sua unidade no dashboard.embrapa.io e ative o boilerplate grafana — a plataforma faz o fork para você;
  2. Faça o deploy da stack e configure a sua status page (Gatus) com seus hosts e serviços (o README do boilerplate tem o passo a passo);
  3. Faça um fork do desk-buddy, aponte para o seu Gatus e grave pelo navegador em buddy.embrapa.io.

E não precisa ser só de mesa: trocando o case por um modelo de parede — há projetos prontos, como este wall mount para CYD — o mesmo dispositivo vira um painel de parede. Uma boa ideia é fixá-lo do lado de fora do data center, para qualquer um ver o status dos serviços antes mesmo de entrar na sala.

O resultado: cada unidade com o seu próprio Desk Buddy, mostrando a saúde dos seus ativos — na mesa de quem cuida deles, ou na parede para todos verem. A stack de observabilidade já foi apresentada aos colegas no space “TI - Embrapa” — agora o monitor físico pode ir junto.

Para onde vamos

Hoje o Desk Buddy mostra a saúde global da plataforma. A próxima fronteira é trazer essa visão para o nível de cada projeto: ao trocar de tela, o desenvolvedor verá seus ativos digitais, cada um com um status de saúde sintetizado, reunindo num só lugar tudo o que já é monitorado na plataforma:

  • Pipeline — estágio de validação e deploy de cada build (alpha, beta, release…);
  • Bugs — incidentes e erros capturados pelo Sentry;
  • Acessos — um resumo de uso/analytics do Matomo;
  • Qualidadeissues e o quality gate do SonarQube;
  • Segurança — CVEs e vulnerabilidades conhecidas;

…tudo condensado num semáforo de saúde por projeto, com a possibilidade de “entrar” em um deles para ver o detalhe.

A inteligência fica na plataforma, não no dispositivo: um endpoint de agregação reúne pipeline, Sentry, Matomo, SonarQube e CVEs e devolve um resumo enxuto por projeto — exatamente como o Desk Buddy já consome o Gatus hoje. Assim o dispositivo segue simples e barato, e a síntese aproveita as fontes que já estão integradas ao core do Embrapa I/O (inclusive expostas via MCP Servers).

E os alertas?

Estamos avaliando alertas configuráveis para chamar a atenção quando algo realmente cai. A premissa é avisar sem ser invasivo num ambiente de trabalho: o aviso visual fica ligado por padrão, e um eventual alerta sonoro (o CYD aceita um pequeno alto-falante) seria curto, opcional e silenciável, disparado apenas na transição para um incidente — nunca um alarme contínuo.

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