A plataforma Embrapa I/O monitora cada aplicação por meio de várias ferramentas integradas: logs no Grafana Loki, erros no Sentry, vulnerabilidades das imagens no Trivy, qualidade do código no SonarQube, atividade do repositório no GitLab e acessos no Matomo. Cada uma mostra os seus números no dashboard, e são muitos números. Quem tem tempo de abrir seis ferramentas por semana, para cada app, e cruzar o que elas dizem?

A partir de hoje esse trabalho é da Sentinela, o agente de insights por projeto da plataforma. Ela já aparece no dashboard de todos os projetos e é ativada pelo arquiteto, projeto a projeto, em menos de um minuto.

O que ela faz

A cada dia ou semana, conforme a configuração, a Sentinela lê o que as ferramentas registraram sobre as apps do projeto no período, pede a um modelo de inteligência artificial uma leitura qualitativa e envia à equipe, por e-mail, um relatório em três partes:

  • Indicadores e panorama: quantas novidades surgiram e com que severidade, quantos achados de relatórios anteriores continuam em aberto, e gráficos de visitas e de vulnerabilidades por app.
  • Insights e achados por app: o que o modelo concluiu sobre cada app, em poucas linhas, seguido dos achados que sustentam a conclusão. Há achados de segurança, ataque, dependências, bug, estabilidade, integração, desempenho, qualidade, distribuição e uso.
  • Resumo do período por app: as notas do SonarQube, o estado do deploy, a atividade no repositório, os logs, os erros, as CVEs e o uso, lado a lado, para consulta rápida.

Indicadores do relatório semanal

Cada achado chega com a severidade, a evidência (o trecho de log, o erro, a CVE), uma ação sugerida e o link para abrir na ferramenta de origem. Nada de “verifique a segurança da aplicação”: a Sentinela diz qual imagem tem a CVE, qual serviço reiniciou por falta de memória e qual endpoint ficou lento depois de qual tag.

Insights e achados de uma app no relatório

A ideia não é substituir o dashboard, que continua mostrando os números de cada ferramenta. A Sentinela cruza esses números e conta o que eles significam: uma varredura de scanners que está recebendo resposta 200 em /.env, um erro que se repete no Sentry desde o último deploy, um estágio parado há semanas, uma vulnerabilidade com correção publicada que ninguém aplicou.

Uma cópia de cada relatório fica no histórico do projeto, no dashboard, e outra, em Markdown, no repositório io-doc, para que o conhecimento acumulado não se perca na caixa de entrada.

Onde roda o modelo

A escolha do modelo é do arquiteto do projeto, e há dois caminhos:

  • GPU Server da Embrapa: modelo aberto rodando na infraestrutura de TI da Empresa. Nenhum dado sai da rede corporativa, não há chave nem custo. É a opção recomendada e serve a qualquer projeto.
  • Provedor externo: Google, Anthropic, OpenAI ou qualquer API compatível com a da OpenAI, com a chave do próprio arquiteto ou do projeto (se tiver um budget, p.e., no Google Vertex AI) - no caso de projetos com dados públicos ou não sensíveis, ou com provedor sob contrato corporativo.

Em qualquer dos dois, antes de enviar o que quer que seja, a plataforma remove segredos (senhas, chaves, tokens) e pseudonimiza identificadores pessoais (endereços IP e e-mails). O modelo nunca executa nada: só lê e relata. E a Sentinela não avalia pessoas: nenhum achado nomeia autor de commit nem mede produtividade individual. O relatório fala das apps, não de quem as desenvolve.

Como ativar

No card do projeto, o novo botão, com o ícone de brilhos ao lado do da equipe, abre o diálogo da Sentinela.

Card do projeto com o botão da Sentinela

A ativação tem três passos:

  1. Termo de Responsabilidade: o que será enviado ao modelo, o que a plataforma remove antes e quem responde pela escolha do provedor.
  2. Provedor: GPU Server da Embrapa ou provedor externo, com o modelo a usar.
  3. Ajustes: frequência (semanal ou diária), destinatários (toda a equipe ou só os arquitetos) e a cópia em Markdown no io-doc.

Só os arquitetos do projeto, com e-mail @embrapa.br, podem ativar, reconfigurar ou desativar. Depois de salvar, o botão Executar agora gera o primeiro relatório em alguns minutos, sem esperar o próximo ciclo.

Cada achado do relatório traz dois links, útil e ruído. O voto em ruído faz a Sentinela parar de relatar aquele achado nos próximos relatórios. É assim que a equipe ensina a Sentinela o que importa no seu projeto, e o relatório vai ficando mais curto e mais certeiro a cada semana.

Saiba mais

O capítulo Sentinela da documentação descreve o passo a passo da ativação, as fontes consultadas, a anatomia do relatório, as regras de privacidade e as perguntas frequentes.

Como todo texto gerado por IA, o relatório pode conter erros e exige revisão humana: a Sentinela aponta, a equipe decide. Dúvidas, sugestões e relatos de achados equivocados são bem-vindos nos canais de sempre da plataforma.